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..:: os 80 do vô Cibide - um orgulho de geração

Tinha que ser dele o riso pra abaixar um pouco o nível dessas águas atuais... Tromba d´água é assustador, né?! Deixa isso de lado e vamos falar desse veinho jovem aí (porque se chamá-lo de velho ele briga hehe).


Alcebíades Francisco Cordeiro.

E chega de formalidade porque ele é o vô Bibide.
Se você acha que conhece alguém que fala o que dá na telha, é porque não conhece meu vô. Esse aí fala antes de pensar. Mas, não magoa. Tem a sabedoria de saber dizer o que quer de forma engraçada, e com uma doçura que nem ele deve saber que tem. Às vezes a gente acha ruim, mas, é dito de forma tão dele, tão inofensiva, que o faz poder.

O vô acha que pode tudo: ver jornal quando eu quero ver novela, andar sozinho pelas pedras da cidade porque não é velho pra alguém segurá-lo pelo braço (ouvi essa da última vez que nos vimos); hehehe.

Meu vô se entregou a Jesus quando minha vó Laurides (linda! linda! linda!) estava grávida do primeiro filho, o tio Izaías (Zazá). Depois vieram mais quatro filhos: minha mãe, tio Izaques (Tati), tio Zaqueu (Quequeu), e tio Ezequiel (Kiel). E meus avós têm aí um exemplo lindo... eles cumpriram Provérbios 22:6, e nenhum de seus filhos se desviou de Cristo. E esses filhos têm cumprido o mesmo ensinamento conosco: os filhos deles, os netos... Ah, e agora tem a bisneta mais linda, nossa Pillarzinha.

Ah, poxa, não dá pra falar muito do vô Cibide. Só que ele é simples e honesto; e trabalhador e digno; é ácido e doce; é direto e doce. E que adora a comida da minha mãe! hehe

A essa hora (21h12) a igreja em Paraty está agradecendo a Deus pelos 80 anos dele. Os filhos estão todos lá. Nem todos os netos puderam, porque o trabalho foi nos dando compromissos. Ainda mais em plena segunda, né, seu Cibide? Custava fazer no dia 10? Ele bateu pé e quis que a festa fosse no dia do aniversário. E até nisso meu vô estava certo... Porque no dia 10 a cidade que ele escolheu pra ser dele e de sua geração foi inundada... Mas, hoje eles estão lá, comemorando. E eu estou aqui, com saudades. E logo vou falar com ele pra ouvir aquela risada.

Últimas considerações:
- graças a Deus somos uma família unida. Conseguimos nos encontrar todos algumas vezes ao ano. As 04 gerações (avós, filhos, netos, e a bisneta). E gostamos uns dos outros, apesar das diferenças;
- apesar do tradicionalismo natural de quem nasceu há 80 anos, meu vô sabe ceder... e cede por amor. Porque esse turrão tem um coração imenso, e sabe vencer as marcas que o tempo deixou na mente dele, se for por amor aos que são dele;
- pra completar as lindezas, as duas partes da minha família são muito amigas. Meus primos de ambas as partes se dão muito bem; meus tios se dão bem... Na ceia de Natal todos nos juntamos. Esses dias ouvi minha tia Cinéia (paterna) falar que meu vô Cibide é uma das pessoas mais significantes que ela conheceu na vida. Porque meus avós também são amigos, os 04. Vó Tieta e vó Laurides, vô Cibede, e o vô Jayr também foi. Eles são amigos, e esse exemplo também foram passando para seus descendentes. Eu sinto que faço parte de gerações. E tenho todo o orgulho de ser da geração de netos deles, de sobrinhos, de primos, e, claro, dos meus pais e irmãos (e agora sobrinhos).

PARABÉNS VÔ BIBIDEEEEEEEEEE!!
(o senhor é o velho mais jovem que conheço) hehe